Sofrer ataques é o custo por enfrentar modelo político corrupto — Janot

Sofrer ataques é o custo por enfrentar modelo político corrupto — Janot

Em discurso de despedida no Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República disse nesta quinta-feira que sofreu todo tipo de ataque enquanto exerceu o cargo. Janot termina seu mandato no domingo (17/9). Gilmar esteve ausente no julgamento. No entanto, ele avalia que é natural esse tipo de reação, já que ele se dedicou a enfrentar a corrupção no país.

Apesar de mencionar os "ataques" sofridos durante o tempo em que ocupou o cargo, Janot fez questão de frisar que isso já se encontra "nos escombros do passado".

Em entrevista à Sputnik Brasil, Antônio Celso destacou o excesso de pressa de Janot como um fator negativo de sua atuação na Procuradoria nesse último período.

Em seu discurso, Janot disse que nos momentos cruciais da Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal "foi firme, respeitou as leis e a Constituição, mas não se acovardou".

"O Brasil convulsiona no processo curativo do combate à corrupção e esta Corte é o esteio da estabilidade democrática". "Esse papel, para a tranquilidade de todos nós, brasileiros, vem sendo cumprido com a excelência que se poderia esperar dessa vetusta e honrada casa", comentou.

Janot afirmou ainda que entregará o cargo com a convicção serena de ter militado até o último instante na defesa dos compromissos constitucionais assumidos há mais de 30 anos.

Em nome do STF, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, agradeceu o trabalho de Janot. Disse que a transitoriedade dos mandatos é saudável para a democracia e significa que as instituições são maiores que as pessoas que as representam. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.