Pyongyang ameaça "afundar" Japão e reduzir EUA a "cinzas"

Pyongyang ameaça

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, pediu ontem que a China use seu peso como principal fornecedor de petróleo para a Coreia do Norte para pressionar o isolado país a reconsiderar o desenvolvimento de armas nucleares. "Vamos reduzir o território dos EUA a cinzas e escuridão", afirmou também o executivo do país asiático, em comunicado.

O míssil lançado desta madrugada pela Coreia do Norte é o segundo no espaço de um mês e acontece três dias depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter aprovado sanções económicas mais pesadas em resposta ao teste de uma bomba de hidrogénio, com uma potência 16 vezes superior à que vitimou milhares de pessoas na província japonesa de Hiroshima.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o lançamento e anunciou que na semana que vem a crise no país será discutida à margem da Assembleia Geral do organismo.

O lançamento foi confirmado por membros do governo japonês e sul-coreano.

Este é o "voo mais longo de seus mísseis balísticos", comentou no Twitter Joseph Demsey, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) com sede no Reino Unido. Os alertas sobre o míssil ecoaram no Japão cerca das sete horas da manhã locais.

A emissora pública nipónica NHK avançou entretanto com mais pormenores, tendo informado que o míssil sobrevoou a ilha norte de Hokkaido e aterrou no Pacífico, a cerca de dois mil quilómetros a Leste do Japão.

"O Japão nunca tolerará os perigosos atos de provocação da Coreia do Norte que ameaçam a paz no mundo", afirmou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Na quarta-feira, as forças armadas sul-coreanas disseram que o míssil Taurus - lançado a partir de um jato F-15 - viaja através de obstáculos a baixa altitude até atingir um alvo específico.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse que dialogar com o Norte se tornou impossível.

"Se a Coreia do Norte continuar por este caminho, seu futuro não será radiante", completou.

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