Petróleo registra alta após projeção da AIE de alta na demanda

Petróleo registra alta após projeção da AIE de alta na demanda

Foi a primeira queda na produção global em quatro meses, e em agosto houve ainda o primeiro recuo na produção de petróleo da Opep em cinco meses.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 12, ajudados pelo relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que relatou uma queda em sua produção em agosto.

O relatório foi divulgado um dia após o da Opep, que indicou que a produção do cartel caiu no mês passado pela primeira vez desde março, em 79 mil barris diários, para 32,76 milhões de barris, principalmente devido à queda na Líbia, Gabão, Venezuela e Iraque.

A Opep e outros grandes produtores, inclusive a Rússia, concordaram em maio em estender um acordo de corte da produção até 2018, para reduzir a oferta global da commodity e estimular o preço do petróleo.

Está claro que o processo de reequilíbrio está acontecendo, apoiado pelos altos níveis de conformidade de países membros da Opep e países participantes com os ajustes de produção, disse o secretário-geral do cartel, Sanusi Barkindo, em um discurso nesta segunda-feira em Oxford.

A agência, que coordena as políticas energéticas de países industrializados, elevou sua projeção de crescimento na demanda em 2017 para 1,6 milhão de barris por dia, ante 1,5 milhão de bpd anteriormente. A demanda ainda pode crescer mais 1,35 milhão bpd em 2018, com países desenvolvidos consumindo mais petróleo que o estimado inicialmente.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em alta de 0,33%, a US$ 48,23 por barril.

Nos EUA, o furacão Harvey interrompeu a produção de refinarias no Texas no mês passado, fazendo com que o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos possa apresentar um recorde no volume de óleo cru estocado, de acordo com o Goldman Sachs.