Países reagem ao novo lançamento de míssil da Coreia do Norte

Países reagem ao novo lançamento de míssil da Coreia do Norte

Depois de mais um rol de ameaças da Coreia do Norte, foi a vez da Coreia do Sul responder na mesma moeda e fazer o seu primeiro teste de um míssil - lançado a partir do ar para atingir cruzeiros.

O míssil lançado desta madrugada pela Coreia do Norte é o segundo no espaço de um mês e acontece três dias depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter aprovado sanções económicas mais pesadas em resposta ao teste de uma bomba de hidrogénio, com uma potência 16 vezes superior à que vitimou milhares de pessoas na província japonesa de Hiroshima.

A Rússia condenou com "veemência" o lançamento do míssil, nas palavras do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Rex Tillerson, o secretário de Estado norte-americano, exigiu novas medidas contra a Coreia do Norte, alertando que "as provocações continuadas só aprofundarão o isolamento diplomático e económico" do país.

"Isto demonstra claramente que a Coreia do Norte dispõe de alcance suficiente - embora talvez não tenha a precisão - para aplicar o projeto Guam", completou.

O míssil, feito pela alemã Taurus Systems, tem um alcance máximo de 500 quilómetros e está equipado com caraterísticas de ponta que permitem evitar radares até chegar aos alvos na Coreia do Norte.

O artefato percorreu uma distância de 3.700 quilômetros e sobrevoou o norte do Japão, antes de cair no oceano, a quase 2.000 km ao leste da costa da ilha nipônica de Hokkaido. Se confirmado, este é o segundo míssil em menos de um mês disparado em direção ao Japão.

As autoridades japonesas foram obrigadas a acionar o sistema de emergência J-Alert em várias regiões do norte do arquipélago.

O presidente sul-coreano Moon Jae-In declarou ao Conselho de Segurança Nacional que o diálogo com o Norte é "impossível em tal situação".

O ensaio de 3 de Setembro deu origem a um distúrbio sísmico de magnitude 6,3 na escala de Richter, tornando-o assim na mais potente arma alguma vez testada pela Coreia do Norte, recorda a CNN.

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