ONU condena novo teste balístico da Coreia do Norte

ONU condena novo teste balístico da Coreia do Norte

Segundo o governo japonês, o míssil sobrevoou à ilha japonesa de Hokkaido (norte) às 7h06 do horário local, antes de cair no mar, a cerca de 2.000 quilômetros a leste de sua costa.

O míssil sobrevoou a ilha de Hokkaido às 7.06 horas de sexta-feira (23.06 horas em Portugal continental), precisaram as autoridades japonesas, que indicaram que o sistema de aviso J-Alert foi acionado em várias regiões do norte do arquipélago.

Há poucas semanas, a Coreia do Norte disparou um míssil que sobrevoou o Japão, e na altura Tóquio considerou o lançamento como uma "ameaça sem precedentes".

O Conselho de Segurança da ONU fará uma reunião de urgência nesta sexta-feira (15), depois do novo disparo de um míssil pela Coreia do Norte, informou a presidência do órgão na quinta-feira (14). "Se a Coreia do Norte continuar a seguir este rumo, não terá um futuro brilhante", sublinhou Shinzo Abe em comunicado. Não se sabe ainda o paradeiro do míssil de longo alcance.

O Conselho de Segurança aprovou por unanimidade uma resolução proposta pelos EUA e sanções que preveem a proibição das exportações têxteis norte-coreanas, um produto estratégico que dá as segundas maiores receitas ao país.

De acordo com a agência Yonhap, os Estados Unidos e a Coreia do Sul estão analisando as informações sobre a arma.

Trump anunciou a intenção de visitar China, Japão e Coreia do Sul em novembro, em sua primeira visita à Ásia. "A China e a Rússia têm de demonstrar as intolerâncias delas contra este lançamento temerário tomando ações diretas próprias".

Na passada terça-feira, a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros saudou as novas sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a Coreia do Norte, considerando que a comunidade internacional "fez o que tinha a fazer".

"Estas contínuas provocações apenas aprofundam o isolamento diplomático e económico da Coreia do Norte", completou o secretário de Estado norte-americano.

O presidente republicano não quis falar sobre sua estratégia para lidar com a Coreia do Norte, mas garantiu que os norte-americanos ficarão seguros apesar das ameaças do regime de Kim Jong-un.