Novo caso de pornografia infantil é investigado pelo Vaticano

Novo caso de pornografia infantil é investigado pelo Vaticano

Um padre, funcionário da nunciatura apostólica em Washington, é suspeito de ter violado as leis americanas a respeito de imagens de pornografia infantil.

Um porta-voz do Departamento de Estado disse que os EUA solicitaram que a imunidade diplomática do padre fosse suspensa para abrir caminho a um possível processo, mas que o Vaticano o rejeitou.

Procuradores do Vaticano iniciaram uma investigação sobre o caso, que representa um novo golpe na Igreja Católica, empenhada em superar casos repetidos de abusos sexuais cometidos por seu clero.

O escritório de imprensa do Vaticano informou que no último dia 21 chegou a notificação do Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre o suposto delito e o sacerdote foi convocado ao Vaticano, onde se encontra atualmente.

"O Promotor de Justiça abriu uma investigação e já deu início a colaboração internacional para obter elementos relativos a este caso", diz o comunicado da Santa Sé, sublinhando que, nesta fase, a investigação é confidencial.

Com características similares, existe o precedente do caso do ex-núncio na República Dominicana, o polonês Jozef Wesolowski.

Ele foi julgado e punido em junho de 2014 pela Congregação para a Doutrina da Fé, que o rebaixou ao estado laico, a máxima punição para um prelado. Ele foi detido pela acusação de pedofilia no país e que morreu em agosto de 2015 quando enfrentava um julgamento no Tribunal Vaticano.