Defesa dos irmãos Batista entra com pedido de liberdade no STJ

Defesa dos irmãos Batista entra com pedido de liberdade no STJ

No pedido, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o 'Kakay', argumenta que a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que negou liberdade ao empresário, está errada.

De acordo com a defesa, não há fatos novos na investigação que possam respaldar o pedido de prisão preventiva contra os empresários. O advogado Pierpaolo Bottini alega que a prisão de ambos é ilegal.

A defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista recorreu nesta sexta (15) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), pedindo o habeas corpus dos irmãos e sócios da JBS.

Nesta operação, os irmãos são investigados pelo uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro ocorridas entre abril e 17 maio de 2017, data da divulgação de informações relacionadas à delação premiada firmada pelos executivos e a Procuradoria-Geral da República.

"Insider trading" é como é apelidada no mercado a prática de se beneficiar de informações ainda não divulgadas. Mas pelo menos em relação a Joesley isso não será possível.

Os dois empresários estão presos na carceragem da Polícia Federal em São Paulo, no bairro da Lapa.

Joesley já estava cumprindo prisão temporária em Brasília, no caso em que a Procuradoria-Geral da República o acusa de omitir informações em seu acordo de colaboração premiada, mas o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão em preventiva nesta quinta-feira (14).

O primeiro fato é relacionado à venda de ações da rede de frigoríficos JBS, conforme explicou na quarta-feira (após a prisão de Wesley), o delegado Victor Alves, que é chefe da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF. Desde então, policiais federais analisaram documentos, ouviram depoimentos e realizaram perícias, revelando "elementos de prova que indicam o cometimento de crimes e apontam autoria aos dois dirigentes das mencionadas empresas", informou a PF.