C. do Norte ameaça "afundar" Japão e reduzir EUA a "cinzas"

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O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, afirmou nesta sexta-feira (15) que a Coreia do Norte tinha a ilha norte-americana de Guam em mente ao disparar novo míssil que sobrevoou o Japão nesta quinta (14).

A agência citou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul e dos EUA, confirmando o lançamento de um "míssil não identificado" nos arredores de Pyongyang em direção ao Japão.

Depois de testar dois mísseis intercontinentais em julho, a Coreia do Norte realizou em 3 de setembro o sexto teste nuclear, o mais importante até o momento.

O Conselho de Segurança da ONU comunicou que fará uma reunião de urgência na sexta-feira para discutir o lançamento.

O secretário-geral da Aliança Atlântica acrescenta que se trata de uma a "grande ameaça à paz e à segurança internacional que exige uma resposta mundial".

A oposição de China e Rússia, porém, levou à aprovação de medidas mais brandas, embora tenha sido imposto um embargo às exportações de têxteis norte-coreanos, uma importante fonte de receita para o país.

Segundo o comunicado, Guterres analisará o tema durante as reuniões que acontecerão na ONU na próxima semana por ocasião do debate anual de alto nível da Assembleia Geral. Cerca de 90% do comércio externo norte-coreano é feito com o país vizinho. O presidente republicano não quis falar sobre sua estratégia para lidar com a Coreia do Norte, mas garantiu que os norte-americanos ficarão seguros apesar das ameaças do regime de Kim Jong-un. O míssil caiu no mar a cerca de 2 mil quilômetros a leste do Japão, um dia após Pyongyang ameaçar "afundar o país".

As autoridades japonesas indicam que o sistema de aviso J-Alert foi acionado em várias regiões do norte do arquipélago. Um dos artefatos percorreu 250 quilômetros, uma distância suficiente para atingir, em tese, o local de onde partiu o míssil norte-coreano em Sunan, perto do aeroporto de Pyongyang.