Austrália condena último teste de míssil da Coreia do Norte

Austrália condena último teste de míssil da Coreia do Norte

O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, afirmou nesta sexta-feira (15) que a Coreia do Norte tinha a ilha norte-americana de Guam "em mente" ao disparar novo míssil que sobrevoou o Japão nesta quinta (de Brasília).

Segundo a NHK, canal estatal japonês, o míssil foi lançado às 6h57 (22h57 em Lisboa) e passou a norte da ilha de Hokkaido, tendo caído no oceano Pacífico, a cerca de dois mil quilómetros a este do Japão.

Na manhã desta sexta-feira, todos os canais de televisão japoneses exibiam a mensagem de advertência de que um míssil balístico de médio alcance sobrevoava parte do território japonês."Fujam para um prédio ou um subsolo", avisavam os alertas enviados por um sistema de mensagens de emergência para os utilizadores nas regiões ameaçadas, enquanto soavam as sirenes do J-Alert.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje o último tiro de míssil da Coreia do Norte que sobrevoou o Japão, anunciando que a questão norte-coreana será discutida na próxima semana à margem da Assembleia-geral das Nações Unidas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado do lançamento norte-coreano pelo chefe do gabinete, John Kelly, informou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

Pyongyang havia prometido na quarta-feira acelerar seus programas militares proibidos em resposta às "maléficas" sanções da ONU.

As novas sanções consistiram em um embargo sobre as exportações de gás para a Coreia do Norte, uma limitação às exportações de petróleo e produtos refinados, e a proibição das exportações norte-coreanas de têxtil. A China, por sua vez, defende uma resposta internacional ao problema.

A Coreia do Norte acusou o órgão da ONU de se ter convertido numa "ferramenta do mal" que serve os Estados Unidos, defendendo que em vez de garantir a paz e a segurança "destrói-a sem piedade".

Tillerson também pediu que que China e Rússia tomem "ações diretas" para controlar a Coreia do Norte.

O presidente sul-coreano Moon Jae-In declarou ao Conselho de Segurança Nacional que o diálogo com o Norte é "impossível em tal situação".