Coreia do Norte rejeita novas sanções da ONU e ameaça EUA

Coreia do Norte rejeita novas sanções da ONU e ameaça EUA

O Conselho de Segurança aprovou de forma unânime na segunda-feira (11) as mais duras sanções contra a Coreia do Norte, estabelecendo limites para as exportações de petróleo ao país, banindo as importações de têxteis e adotando inspeções mais rigorosas de navios de carga que entram e saem dos portos norte-coreanos.

Guterres "condena o lançamento" do míssil e pede liderança norte-coreano a "evitar novas provas" e a "dar lugar para explorar a retomada de um diálogo sincero sobre a desnuclearização", segundo uma declaração de seu porta-voz.

Segundo o comunicado, Guterres analisará o tema durante as reuniões que acontecerão na ONU na próxima semana por ocasião do debate anual de alto nível da Assembleia Geral. O anúncio foi feito após a ONU impor novas sanções a Pyongyang, em uma retaliação ao sexto e mais potente teste nuclear realizado pelo regime norte-coreano.

Este é o "voo mais longo de seus mísseis balísticos", comentou no Twitter Joseph Demsey, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) com sede no Reino Unido.

Segundo a ONU, a Green Pine Corporation é responsável por quase metade das armas exportadas pela Coreia do Norte.

O embaixador norte-coreano, Han Tae Song, presente na seguinte conferencia, disse: "O regime de Washington disparou um confronto político, econômico e militar, está obcecado com o jogo selvagem de reverter o desenvolvimento de força nuclear da Coreia do Norte, que já está em fase de finalização". Porém, a Coreia do Sul rechaça um incremento de forças americanas em seu território, preocupada com uma possível provocação na interpretação de Pyongyang.

A Coreia do Norte lançou um novo míssil ao início da manhã de hoje (23:00 de quinta-feira em Lisboa), a partir dos subúrbios da capital, Pyongyang, que sobrevoou a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, antes de cair a aproximadamente 2.000 quilómetros do cabo de Erimo, em águas do oceano Pacífico. "Não recolham nenhum objeto que possam encontrar", afirmava o alerta.

Se concordar em parar o programa nuclear, pode recuperar o seu futuro.

De acordo com o relatório, citado pela agência portuguesa Lusa, Moçambique teria assinado contratos com uma empresa norte-coreana para fornecimento de mísseis terra-ar portáteis, sistemas de defesa aéreos, outros mísseis terra-ar e radares.