A escolhida de Temer, Raquel Dodge, toma posse em setembro

A escolhida de Temer, Raquel Dodge, toma posse em setembro

Raquel Dodge foi à primeira opção de escolha do presidente da República, Michel Temer, após a eleição amparada pela Associação Nacional dos Procuradores da República em que originou a lista tríplice, enviada ao Palácio do Planalto.

Dodge havia dito que se reuniu com Temer para discutir a agenda de sua posse no cargo. Nem a reunião original nem o encontro no Jaburu foram registrados na agenda oficial do presidente. O Presidente viajará aos Estados Unidos antes da data de abertura da Assembleia Geral da ONU, no dia 19 de setembro, tradicionalmente feita pelo Brasil.

A Mestre em direito pela Universidade de Harvard, além de ser integrante membro do Ministério Público Federal (MPF) há pelo menos 30 anos, Raquel Dodge é subprocuradora-geral da República e sempre atuou em matérias criminais em grau de recurso, as quais eram direcionadas ao Superior Tribunal de Justiça (STF). O encontro não constava da agenda do presidente.

Raquel afirma que a Presidência confirmou a audiência para o fim da tarde de terça-feira (8) no Palácio do Planalto, mas que, naquela tarde, seu gabinete foi comunicado do atraso de Temer, que estava em São Paulo.

No último contato, o gabinete da futura procuradora-geral foi informado de um novo atraso e a transferência do local da reunião para a residência do presidente.

A próxima procuradora-geral da República, Raquel Dodge, vai tomar posse no dia 18 de setembro.

Procurada pela imprensa após um cinegrafista revelar a sua chegada ao Jaburu, Raquel Dodge tentou minimizar as críticas por falta de transparência. "Também fez ver ao Presidente ser próprio e constitucionalmente adequado que a posse fosse dada na sede da Procuradoria Geral da República".