Violência pós-eleitoral no Quénia agrava-se e aumenta número de mortos

Violência pós-eleitoral no Quénia agrava-se e aumenta número de mortos

Do total de vítimas mortais, 17 morreram em subúrbios da capital, Nairobi, onde se têm registado confrontos desde a noite de sexta-feira entre a polícia e apoiantes da oposição, que não aceita a vitória eleitoral do Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, alegando a existência de fraude.

Uma rapariga foi também mortalmente atingida pelos tiros esporádico da polícia em Mathare, uma zona da cidade fiel ao líder da oposição, que classificou os escrutínios como "uma charada".

O Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, foi declarado vencedor das eleições realizadas na passada terça-feira. Outras cinco pessoas foram feridas no tiroteio, adiantou.

A comissão eleitoral desmentiu o incidente, garantindo que não havia registro de nenhuma interferência externa, mas depois voltou atrás e admitiu que houve uma tentativa de ataque de hackers. "Me estendo a vocês, me estendo a todos seus apoiadores", disse Kenyatta em comentários direcionados a Odinga. "Aos nossos irmãos, aos nossos valorosos competidores, somos todos cidadãos da mesma república", afirmou ainda.

A eleição marcou uma dura disputa entre as duas principais dinastias políticas do país da África Oriental. Kenyatta é amplamente visto como o representante do povo Kikuyu, o maior grupo étnico do país, enquanto Odinga está associada ao grupo Luo, que nunca conseguiu eleger um chefe de estado, de acordo com a Associated Press.

Na violência pós-eleitoral de 2007, morreram pelo menos 1.100 pessoas e mais de 600.000 foram obrigadas a abandonar as suas casas.