Trump não descarta opção militar na Venezuela

Trump não descarta opção militar na Venezuela

"A ameaça de uso da força tem que ser repudiada com veemência".

Durante entrevista no seu clube de golfe em Bedminster, ele foi também questionado se seria uma ação impulsionada pelos Estados Unidos, mas preferiu não responder. Vocês sabem que estamos em todo o mundo, temos tropas em todo o mundo e em sítios muito longínquos.

"A Venezuela não é longe e há pessoas que sofrem e pessoas que morrem", acrescentou.

Em reação, alguns países criticaram as declarações do americano.

Nas últimas semanas, a Casa Branca já impôs diversos pacotes de sanções econômicas contra membros do governo venezuelano, incluindo o próprio Maduro, a quem os EUA tratam como "ditador".

O governo mexicano também rejeitou o uso da força nas relações internacionais.

Arreaza acusou Washington de procurar desestabilizar e dividir a América Latina e o Caribe.

Trump falou aos jornalistas em Nova Jérsia, onde está de férias, após reunir-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson, o assessor de segurança nacional, H.R. McMaster, e a embaizadora norte-americana na ONU, Nikki Haley. A crise venezuelana se acirrou depois da eleição de uma Assembleia Constituinte, no último dia 30, em uma votação contestada pela comunidade internacional.

"Inicie gestões, chanceler, para que eu tenha uma conversa pessoal com Donald Trump, inicie gestões para termos uma conversa telefônica com Donald Trump", disse Maduro ao ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em um discurso à Constituinte.

Washington impôs sanções semelhantes a cerca de vinte funcionários e ex-colaboradores do governo venezuelano, em retaliação à instalação da Constituinte. Em seguida, referindo-se também à Coreia do Norte, Trump disse que "ninguém prefere mais" a paz do que ele, mas seu governo não hesitará em "defender os americanos e seus aliados".