Coreia do Norte teria capacidade de colocar bomba nuclear em seus mísseis

Coreia do Norte teria capacidade de colocar bomba nuclear em seus mísseis

Tillerson deu a entender, porém, que existe a perspectiva de que enviados americanos possam um dia se reunir com representantes do regime norte-coreano para evitar uma escalada.

O chefe da diplomacia americana indicou que o seu governo está disposto a entrar em negociações com Pyongyang assim que o regime suspender os ensaios nucleares e balísticos.

A Coreia do Norte ameaçou utilizar armas nucleares contra os Estados Unidos, caso seja provocada militarmente.

Há poucos dias, o Conselho de Segurança da ONU ampliou as sanções contra Pyongyang.

Apesar de ter passado cerca de uma década após o primeiro teste nuclear do regime de Pyongyang, realizado em outubro de 2006, a comunidade internacional, e os respetivos serviços secretos, estava convencida de que a Coreia do Norte ainda necessitava de vários anos para conseguir dominar o processo complexo da miniaturização de uma arma nuclear. Ambos poderiam ter vetado a resolução.

As sanções (resolução 2371) visam proibir a obtenção de receitas das exportações norte-coreanas, nomeadamente nos setores do carvão, do ferro e das pescas.

A Euronews avança que também está prevista a proibição de Pyongyang enviar trabalhadores para o estrangeiro mas de fora fica um corte ao abastecimento de petróleo.

Segundo Tillerson, a retórica da Coreia do Norte está a tornar-se mais forte e mais ameaçadora em consequência da renovada pressão internacional e Trump falou como falou porque o líder norte-coreano "não parece compreender a linguagem diplomática". Normalmente, eles concordam com sanções contra a Coreia do Norte antes de envolverem formalmente outros membros do conselho.

Em declarações a jornalistas após a votação do Conselho, Haley disse que "o que vier agora depende completamente da Coreia do Norte".

"Se os Estados Unidos acreditam que estão em segurança porque um oceano nos separa, nada poderia ser um julgamento mais equivocado do que isto", completa o comunicado, que também ameaça os países "que colaboraram com os Estados Unidos" nesta resolução, que deverão "prestar contas".

O ministro norte-coreano Ri Yong-Ho apertou a mão de sua colega sul-coreana, Kang Kyung-Wha, que pediu que aceitasse a proposta de diálogo de Seul.