Vários militares da GNR meteram baixa psicológica — Fogo de Pedrógão

Vários militares da GNR meteram baixa psicológica — Fogo de Pedrógão

Em declarações à TSF, o presidente da associação, César Nogueira, sublinhou que nos três concelhos afetados, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, havia apenas dois homens num carro em patrulha.

César Nogueira abordou ainda o sentimento de indignação na GNR, perante alguns comentários e a abertura do inquérito pelo Ministério da Administração Interna, "parecendo dar logo à partida responsabilidades aos guardas que estiveram no local" por não ter sido possível cortar a EN 236.

À rádio, o representante dos militares da GNR contou ainda que o posto de Pedrógão Grande só tem 15 pessoas e deveria ter o dobro, sendo que, com as escalas, folgas e férias, naquele dia só estavam dois agentes de patrulha e mais um no posto.

A Associação de Militares da Guarda Nacional Republicana denunciou a "falta de meios" no concelho de Pedrógão Grande, durante o incêndio que matou 64 pessoas.

César Nogueira conta que, apesar do acompanhamento psicológico que estão a ter, alguns militares meteram baixa psicológica porque sentem que fizeram tudo o que podiam e acabaram por não conseguir salvar dezenas de pessoas da morte.

"Quem não cortou a estrada não o fez porque não tinha informação", defendeu ainda.

Associação dos Profissionais da Guarda acredita que o problema de falta de meios poderiam ser resolvido se metade dos 23 mil profissionais da GNR a cumprir funções burocráticas ou administrativas fossem alocados para trabalho operacional no terreno.

"O problema está na falta de efetivos e logicamente na falha de comunicações que houve e isso foi nos informado por camaradas que estiveram na situação e que estão tremendamente afetados".