Janot é contra arquivamento de inquérito contra Temer

Janot é contra arquivamento de inquérito contra Temer

Esse é um dos pontos sobre os quais o presidente é investigado.

Os investigadores ainda esperam a conclusão da perícia no áudio gravado secretamente por Joesley Batista, um dos donos da JBS.

O governo Michel Temer deve se preparar para um cenário um pouco pior do que imagina em relação à denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente, em função das revelações da JBS. O relator do processo, ministro Edson Fachin, havia definido que o inquérito deveria terminar ontem. Os advogados do presidente afirmam que o material foi editado e que, por isso, não deve ser considerado como prova.

Após analisar o resultados das buscas feitas pela Polícia Federal, Rodrigo Janot apresentou manifestação e pediu providências. Janot, Fachin, Carmem Lúcia, a Globo e FHC juntos.

O procurador afirmou que terá um prazo de cinco dias para oferecer a denúncia ou para pedir arquivamento, de acordo com Regimento Interno do STF, a partir do recebimento da peça informativa encaminhada pela autoridade policial. Com o material em mãos, Janot vai decidir se arquiva ou se apresenta denúncia contra Temer perante o STF. É que apresentadas de uma vez só, elas poderiam ser recusadas da mesma forma pela Câmara dos Deputados - onde o Planalto garante já ter 250 votos para barrá-las (171 já são suficientes).

Janot disse que o Ministério Público não pode estar sozinho nessa batalha e ressaltou o papel do Poder Judiciário.

Lembrando que neste final de semana foram publicadas notícias acusando o Procurador Geral da República de usar a Operação Lava Jato para atender seus interesses pessoais e políticos, e de interferir no processo de sucessão. Dessa forma, segundo interlocutores de Janot, os parlamentares estariam mais tempo sob pressão de suas bases eleitorais e poderiam ficar menos dispostos a bloquear a abertura de investigação contra Temer.