Crivella diz que nunca choveu tanto no Rio no mês de junho

Crivella diz que nunca choveu tanto no Rio no mês de junho

Uma retroescavadeira e caminhões foram acionados A pista no sentido Cosme Velho-Laranjeiras já foi liberada ao tráfego.

A chuva diminuiu agora, no início da tarde, mas a previsão da meteorologia é de que pode chover nas próximas horas.

O secretário de Ordem Pública do Município do Rio, Paulo Cesar Amêndola, admitiu que o Centro de Operações Rio (COR) não emitiu alertas prévios sobre as fortes chuvas, fato que gerou críticas à administração, mas ponderou que a prefeitura não pretendia causar pânico na população para um fato que ainda não tinha ocorrido.

"Esse foi o principal desabamento na cidade".

O prefeito Marcelo Crivella visitou o local e considerou a chuva "um desafio inesperado" por sua intensidade. "A previsão é que a tarde acalme um pouco e a maré baixe, importantíssimo para o escoamento da água pluvial", disse.

O Rio de Janeiro registrou recorde de volume de chuva para todo o mês de junho desde às 15h45 de terça-feira (21) em 11 estações pluviométricas da cidade. Por volta das 9h30, todas as sirenes das comunidades acionadas foram desligadas. Só no Jardim Botânico a chuva acumulada chegou a 130 milímetros, 60% a mais que o esperado para o mês.

O bairro do Jardim Botânico foi um dos mais afetados. Às 6h30, a Avenida Epitácio Pessoa estava interditada no sentido Ipanema, na altura da Rua Tabatinguera. O trânsito ficou interrompido nos dois sentidos e parou o trânsito, com com reflexos na Gávea, Leblon, Lagoa, Humaitá e Botafogo.

Na zona sul, a Avenida Borges de Medeiros também registra bolsão d'água, na altura do Parque dos Patins. A situação foi normalizada hoje pela manhã.

Além da chuva, outro agravante foi a ocorrência de maré alta na noite de terça-feira, o que manteve o nível do mar acima de um metro até o início da madrugada, dificultando o escoamento da água. Arvores caírame tumultuarama rotina de quem passava pelo Alto da Boa Vista, Centro, Copacabana, Cosme Velho, Gávea, Tijuca, São Conrado, Vila Isabel e Vista Chinesa.

Na manhã desta quarta (21), os aeroportos Santos Dumont, no Centro, e o Galeão, na Ilha, operaram com o auxílio de instrumentos para pousos e decolagens em função do mau tempo na cidade.

O barranco, de aproximadamente 30 metros quadrados, deslizou às 2h da madrugada.

Moradores de sete comunidades - nas regiões da Tijuca, Santa Teresa, Rio Comprido e Cosme Velho - foram alertados por sirenes da Defesa Civil para o risco de desabamentos e orientados a deixar suas casas por volta das 20 horas. Equipes da CET-Rio, Corpo de Bombeiros e Comlurb trabalham nos locais.