Comissão do Senado começa a votar reforma trabalhista; acompanhe ao vivo

Comissão do Senado começa a votar reforma trabalhista; acompanhe ao vivo

Com a rejeição do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) pelo placar de 10 a 9, o voto em separado apresentado por Paulo Paim (PT-RS) segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

O texto precariza a mão de obra, autoriza o subemprego, substitui o legislado pelo negociado entre patrões e trabalhadores, enfim, um retrocesso de 100 anos nas relações de trabalho no país. "Estamos fazendo um ajuste para melhorar a situação de empregabilidade do país", disse Jucá, destacando que o projeto também não trará redução de salários. Cada senador compra um carimbo, carimba o que vem da Câmara e manda para o presidente. Ele rejeitou todas as emendas que haviam sido apresentadas ao texto e manteve todo teor do projeto que foi aprovado pela Câmara. A matéria será conduzida na CCJ pelo ex-ministro e líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), já nesta quarta-feira (21), O governo mantém os planos de levar o texto ao plenário na próxima semana.

O senador afirma ainda que há salvaguardas e limites para a prevalência da negociação sobre a lei no próprio texto da reforma trabalhista, como a manutenção da participação dos sindicatos nesses acertos.

Em maio, 17 ministros do Tribunal Superior do Trabalho assinaram manifesto contra o projeto de lei.

O resultado foi aplaudido e comemorado por senadores de oposição, que dominaram o debate na reunião desta terça (20). "Quando nós somarmos essa reforma trabalhista, com o que de maldade ela contém, com a reoneração de setores da economia, vamos ter um desemprego alarmante no Brasil", afirmou.

Além disso, argumenta, o rol de itens que não podem em nenhuma hipótese ser negociados - salário mínimo, 13º salário, remuneração de hora extra, repouso semanal remunerad o, férias e garantia de pagamento do adicional de um terço do salário, entre outros - também dá segurança ao empregado. Retirar décimo terceiro não é verdade. A oposição quer adiar a votação para o segundo semestre, no retorno das atividades legislativas. O Senado tem obrigação pela seriedade e responsabilidade desse momento da história de votar com alma, coração, fibra, lágrimas se for preciso, mas votar pelo povo brasileiro, e não contra ele - defendeu. É possível construir um grande entendimento, aí o projeto volta para a Câmara e ela ratifica ou não. Com informações da Agência Senado.