Assembleia Geral da OEA quer concluir acordo sobre Venezuela

Assembleia Geral da OEA quer concluir acordo sobre Venezuela

Nenhuma das duas declarações sobre a crise da Venezuela, apresentadas nessa segunda-feira na reunião de chanceleres, realizada no balneário de Cancún, obteve os 23 votos necessários. Até agora, o número de mortos chega a 74. "Eu penso que a única forma deles [EUA] imporem sua vontade é com seus Marines, que encontrariam uma resposta esmagadora se tivessem o atrevimento", respondeu Rodriguez, atacando também o Peru, ao dizer que o país se comporta como um "cachorrinho do imperialismo", e a Costa Rica, ao chamar seu chanceler de "analfabeto político que não sabe nada sobre a Venezuela", por terem apoiado a proposta norte-americana.

"Seu grupo de contato que você está apresentando me parece completamente inútil, desnecessário (.)".

Em conferência de imprensa, o chefe da diplomacia do México, Luis Videgaray, indicou que "ainda podem acontecer muitas coisas" relativas à crise na Venezuela durante a Assembleia-Geral da OEA, que decorre até quarta-feira. Também reivindicou a libertação de presos políticos, que se ponha fim à repressão das manifestações, que se estabeleça um calendário eleitoral e que atenda à crise humanitária no país.

Um grupo de países da Organização dos Estados Americanos (OEA), liderado pelo México, negocia um projeto de resolução sobre a crise da Venezuela buscando aprová-lo na 47ª Assembleia Geral da entidade, em Cancún.

Um comunicado de palavras fortes criticando o governo socialista do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, provavelmente abriria espaço para outro confronto com a ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez, que revidou fortemente todas as tentativas de punir seu país durante o encontro da OEA.

Reafirmou, ainda, o compromisso do seu governo com a defesa da pátria e da soberania do povo venezuelano, face a quaisquer pretensões de ingerência perpetradas pelo imperialismo.

Ao meio-dia desta segunda-feira, os chanceleres dos países-membros realizarão uma reunião especial sobre a Venezuela depois que o encontro inicial de 31 de maio em Washington foi cancelado por falta de consenso. A resolução não passou, mas o vice-secretário de Estado planeja levá-la para a Assembleia Geral da Organização, que também ocorrerá nesta semana, onde ela só precisa de 18 votos para ser aprovada.

A proposta negociada por um amplo grupo de países que pedia a reconsideração da Assembleia Constituinte da Venezuela, fracassou, registando 20 votos a favor, oito abstenções, cinco contra e uma ausência (a da própria Venezuela). "Outro cenário é que acordem os termos para que isto possa ser discutido durante a Assembleia Geral", disse o chanceler mexicano, Luis Videgaray, em coletiva.

A este respeito, a ministra venezuelana disse que "cada jovem assassinado nos protestos apátridas e violentos da oposição venezuelana pesa" sobre "as consciências dos governos que, a partir da OEA, requerem a intervenção na Venezuela", bem como a sua "submissão".