Fenprof mantém greve por falta de consenso com o Governo

Fenprof mantém greve por falta de consenso com o Governo

A paralisação é convocada pelas principais estruturas sindicais de docentes, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), afeta à CGTP-In, e a Federação Nacional da Educação, afeta à UGT.

João Dias da Silva referiu que o Ministério apenas aceitou uma sugestão da FNE relacionada com a portaria que define os rácios do pessoal não docente.

Para hoje estão agendadas provas de aferição de Matemática e Estudo do Meio do 2.º ano de escolaridade do ensino básico e exames nacionais do 11.º ano às disciplinas de Física e Química A, Geografia A e História da Cultura e das Artes.

De acordo com a mesma fonte, não houve respostas satisfatórias por parte da tutela para questões que os sindicatos consideram fundamentais como mais concursos de vinculação extraordinária para professores contratados, um regime especial de aposentação e uma redefinição dos horários de trabalhos.

"Não foi possível chegar a um consenso. A greve mantém-se", disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, à saída da reunião com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão.

Por ser uma repetição do que foi dito nos encontros de 6 de Junho, também o documento enviado pelo ministro foi considerado "insuficiente" pelos sindicatos, que no entanto retiveram como positivo o facto de Tiago Brandão Rodrigues ter assinalado que se mantinha "disponível para o diálogo", referência que levou a Fenprof a solicitar a reunião desta segunda-feira.