Portugal e Brasil estão unidos pela alma e não pela política

Portugal e Brasil estão unidos pela alma e não pela política

"Houve um pedido do senhor Presidente da República Federativa do Brasil, supondo que podia estar em São Paulo amanhã [domingo] de manhã, e pediu para ser recebido", informou o Presidente, acrescentando que depois "surgiu um problema no programa do senhor Presidente da República Federativa e, pedindo muita desculpa, disse que não estava com disponibilidade de horário para poder aparecer".

Marcelo Rebelo de Sousa destacou os portugueses dentro e fora do país, considerando que é "missão de todos respeitar" quem deu e dá liberdade.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, une Portugal e o Brasil "um património comum, feito geração após geração, pelo trabalho e pelo esforço".

O chefe de Estado vai "conservá-lo para, na altura em que deixar de ser Presidente da República", o "oferecer ao Museu da Presidência".

"Há Presidentes que, em virtude de conjunturas que só eles conhecem e de problemas que só eles conhecem, têm mais disponibilidade que outros", disse, e acrescentou que os portugueses é que estão mal habituados.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, declarou que o Presidente da Republica fez um discurso de "unidade nacional" no Dia de Portugal, lembrando os portugueses que estão no país e os que estão espalhados pelo mundo.

O chefe de Estado disse que Portugal acompanha "muito de perto" as comunidades "com uma palavra de incondicional solidariedade, em especial para as que mais sofrem ou desesperam", bem como se abre "àquelas e aqueles" que chegam ao país "de tantas paragens sonhando ficar" e ter uma vida melhor do que aquela que "lhes é negada nas suas terras natais".

"É um dia que tem 28 horas, começou esta manhã no Porto e continua aqui em São Paulo", disse, sublinhando os laços históricos que unem os dois países e referindo-se mesmo ao percurso da sua própria família, com constantes mudanças de vida entre Portugal e o Brasil destacou como existem "centenas de milhares de famílias, que vivem como se tivessem uma só pátria".

Sem qualquer referência à atual conjuntura política brasileira, o Presidente da República concluiu.

Com o programa oficial de hoje a terminar às 22:00, com fogo de artifício no Terreiro da Sé, Marcelo Rebelo de Sousa vai ainda inaugurar a exposição que assinala os 500 anos do Foral Manuelino do Porto, visitar a associação Somos Nós, participar na cerimónia de cumprimentos ao corpo diplomático e assistir ao Concerto de órgão comemorativo do Dia de Portugal.

Por esta iniciativa, o prefeito de São Paulo, João Dória, eleito pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), foi depois elogiado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já na sessão do Teatro Municipal, que se encontrava repleto.

O filme abriu com o Cante Alentejano, passou para as paisagens do campo e das cidades portuguesas e, depois, para as principais personalidades nacionais com dimensão internacional, começando em Cristiano Ronaldo e terminando com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.