Relatório internacional: Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo

Relatório internacional: Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo

Em primeiro está a Islândia, que ocupa a posição desde 2008, e a Nova Zelândia está no segundo lugar. Este último e o nosso país substituíram a Dinamarca e a Áustria.

Portugal subiu do quinto para o terceiro lugar no "Índice Global da Paz".

Desde o ano passado, 93 países verificaram melhorias ao nível da paz, enquanto 68 pioraram.

Numa altura em que o terrorismo assola a Europa, Portugal consegue escapar a este fenómeno e continua a escalar lugares na lista do Global Peace Index, elaborado pelo Instituto para a Economia e Paz.

O GPI avalia os países segundo 23 indicadores, incluindo níveis de militarização, insegurança, violência doméstica, instabilidade política, entre outros. A América do Norte teve uma das maiores quedas neste grau de pacifismo - caiu 22 lugares para o 114º lugar, por causa dos conflitos internos, do terrorismo e da criminalidade.

Para Steve Killelea, Fundador e Presidente Executivo da IEP, "enquanto a verdadeira extensão da polaridade politica nos Estados Unidos demorará anos a ser completamente realizada, a sua influência nociva é já evidente. As condições subjacentes ao aumento da desigualdade, aumentando as perceções de corrupção, e a queda da liberdade de imprensa são fatores que contribuíram para este declínio nos Estados Unidos, resultando na diminuição global da paz na região da América do Norte".

Foram também vários os países europeus que recuaram neste ranking, o que se ficou a dever a vitórias de partidos populistas em eleições ou que ganharam mais relevo, como em Itália, Espanha, Holanda e França.

"Portugal ocupa a classificação mais alta desde o início desta análise, o que representa uma melhoria brilhante".

No fundo da tabela aparecem a Síria, como país menos pacífico pelo quinto ano consecutivo, seguida do Afeganistão, do Iraque, do Sudão do Sul e do Iémen.

Apesar do número global de mortes provocadas por atos de terrorismo ter decrescido 10% entre 2014 e 2015, p número de países com pessoas atingidas mortalmente vítimas de atentados disparou para um pico histórico de 23.